Terça, 27 February 2018 16:45

Crônica de Paulo César Cedran - Fraternidade e Superação da Violência Destaque

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Capa cronicaCom uma enfática afirmação de Mateus 23,8 “Vós sois todos irmãos”, a igreja do Brasil mais um ano nos convida a caminhar rumo a Páscoa do Senhor trabalhando pela superação da violência no mundo.

 

 

 

 

A Campanha da Fraternidade apresenta-se como um momento oportuno para avaliarmos de que forma podemos refletir sobre os diversos tipos de violência que afligem a humanidade no século XXI. Da primitiva violência física, caracterizada pela opressão direta do mais forte sobre o mais fraco até as formas mais surtis denominada violência simbólica, assistimos quase que passivamente a autodestruição das relações interpessoais e das formas mais elementares de convivência humana. Hoje sofremos os efeitos nocivos da presença das novas tecnologias e das redes sociais agravando ainda mais a violência em nosso convívio diário. O texto base da Campanha da Fraternidade nos conduz por um percurso analítico que se inicia pela apresentação das características do que é denominada violência como signo da cultura enfatizando no caso do Brasil que o nosso modo violento de se viver em sociedade se dá por causa da escolha de alguns grupos que dominam a ordem estabelecida e acabam por esquecer que a dignidade humana deveria estar em primeiro lugar. Assim a violência social, juvenil, contra homens e mulheres, doméstica, sexual, trabalhista e judicial entre outras, nos leva a constatar que a promoção à cidadania bem como a redefinição do papel do Estado, dos projetos políticos e dos serviços públicos deveriam ser a base para o estabelecimento de novos patamares de convivência e coexistência humana. A luz das escrituras sagradas, continuamos nossa caminhada analítica constatando que no próprio Antigo Testamento a violência é um tema abundante que marca todo o trajeto da revelação da presença divina junto ao povo hebreu. Portanto a presença da violência desde o conflito de Caim e Abel expressa a ausência de amor e fraternidade e indica o sinal do pecado como elemento que rompe a comunhão de Deus com a sua criação maior: o ser humano. No Novo Testamento, entretanto sentiremos a presença reparadora de Cristo, o Filho de Deus como centro do Novo Mandamento: “Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”. Esse exemplo do amor eterno do Pai se traduz no sacrifício de Cristo, que imolado por nós, liberta-nos do pecado e ressuscitando nos unifica novamente com nosso Criador. Inspirados em Cristo busquemos agir por meio de ações efetivas lembrando que a superação da violência indica um caminho de abertura de veredas, pois “Somos sempre convidados e provocados a viver como irmãos e como irmãs. A vida familiar, a vida comunitária, a vida social pedem uma renovação e transformação contínua”. (Manual Campanha da Fraternidade 2018,p.99).Que a palavra de Jesus seja a luz em nossa caminhada para sempre lembramos que no mesmo Jesus todos somos irmãos.

*Paulo César Cedran - Mestre em Sociologia, Doutor em Educação Escolar pela UNESP de Araraquara, Supervisor de Ensino da Diretoria de Ensino – Região de Taquaritinga, Docente do Centro Universitário Moura Lacerda de Jaboticabal e Ribeirão Preto. 

 

* Paulo César Cedran é Mestre em Sociologia, Doutor em Educação Escolar pela Unesp de Araraquara, Supervisor de Ensino da Diretoria de Ensino – Região de Taquaritinga, Docente do Centro Universitário Moura Lacerda de Jaboticabal e  Uniesp - Taquaritinga. E-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

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